
Rio Sol diversifica uvas tintas
Publicado em 17.10.2008, às 23h25
Flávia Gusmão
Do Jornal do Commercio
Não demorou para que o que antes era uma aposta bancada por poucos terminasse por atrair novos concorrentes. Em 2003, instalava-se em Lagoa Grande, do lado pernambucano do São Francisco, a joint venture ViniBrasil, formada pela Expand, importadora e distribuidora brasileira de vinhos, e pela vinícola portuguesa Dão Sul, que atua nas regiões de Douro, Bairrada, Estremadura e Alentejo.
O nome escolhido pela ViniBrasil para nominar os produtos saídos daquela região é igualmente significativo. Enquanto a Miolo faz clara referência ao desbravamento de uma nova latitude na produção de vinhos (Terranova), a ViniBrasil escolheu a denominação Rio Sol para seus produtos, batismo que dispensa explicações.
Em seu portfólio, a Rio Sol já ultrapassou a cautela das uvas mais consagradas na região e lançou pioneiramente no mercado novos tintos como tempranillo, alicante, touriga nacional e até um insuspeitado merlot. A Rio Sol também tem apostado nos espumantes feitos com uvas tintas como a syrah.
“Estamos introduzindo castas brancas como a Arinto e a Fernão Pires que esperamos possam produzir vinhos frutados e elegantes com boa acidez, que possam dar grandes vinhos tranqüilos e espumantes, uma vez que consideramos que pode ser a grande tendência do consumo no futuro”, adianta Carlos Lucas, enólogo da Dão Sul.
Aparentemente, os narizes torcidos quando o assunto eram os tintos produzidos no Sertão do Nordeste do Brasil começam a emitir outra mensagem não verbal: passaram de desprezo a, no mínimo, curiosidade. “Apesar das dificuldades tributárias que os vinhos nacionais enfrentam dentro do Brasil, quando comparados com os vinhos importados, a procura e consumo têm aumentado muito nos últimos anos”, assegura Carlos Lucas.
“Hoje podemos dizer que a qualidade dos vinhos tintos tem crescido e sido reconhecida tanto dentro como fora do Brasil. No mercado externo, quando oferecemos pela primeira vez um vinho produzido no Brasil as reações são quase sempre muito positivas, uma vez que o Brasil tem uma imagem muitíssimo positiva no Exterior ( é só relembrar sucessos com o da caipirinha e das sandálias havaianas ), naturalmente que se o produto não apresentar qualidade o argumento só ajudará na primeira venda”, considera.






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