
Parteiras unem habilidade e fé na hora de trazer à luzbr />Habilidosas na missão de trazer à luz, as parteiras preservam o talento estimulado pela fé, enquanto as mais novas se qualificam para atuar nas maternidades do interior. Em São José da Tapera, Joaninha Parteira, 84, perdeu a conta das crianças que “pegou”. E conta, orgulhosa, que nunca perdeu nenhuma. Por amor ao ofício, ela construiu a capela de Nossa Senhora do Bom Parto.
Antes, muito respeito e confiança naquela que ia fazer
o parto só com as mãos; hoje, obediência à técnica
Elisana Tenório
Ofício dos mais antigos e tradicionais, a atividade de parteira volta a ganhar status profissional. Antigamente, ser parteira era sinônimo de respeitabilidade e confiança, afinal, todos – independentemente de classe social– chegavam ao mundo por suas mãos e como conseqüência disso, a sociedade tinha as parteiras num lugar de destaque.
Há décadas, porém, com ampliação dos serviços de saúde, com a exigência de contratação de médicos obstetras para acompanhamento do parto em maternidades e nos hospitais especializados, estas profissionais foram relegadas ao segundo plano e praticamente caíram no esquecimento. Quem tinha um pouquinho de dinheiro ou possuía plano de saúde passou a priorizar a chamada segurança. Na prática, as pessoas passaram a pensar da seguinte forma: “não vou colocar a minha saúde, ou a da minha esposa ou a dos filhos em risco, submetendo-os a um parto doméstico, rudimentar”.
Foi a partir daí que os serviços das parteiras começaram a ser discriminados por um segmento social. Elas passaram a atender quase que exclusivamente a mulheres pertencentes a classes sociais menos favorecidas. Aquelas que praticamente não tinham opção de escolha.






Nenhum comentário:
Postar um comentário